segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Ferramenta para análise de gráficos

Já testei várias plataformas gratuitas (e não gratuitas). Gosto muito do Metastock por ter vários indicadores gráficos e por ser possível programar fórmulas novas, mas no final fico com as fórmulas já existentes por servirem aos meus propósitos.

O site ADVFN possui uma ferramenta para análise técnica que gosto principalmente pelo fato de ser realtime nos gráficos intraday, porém não podemos usá-lo off line, é preciso estar conectado para baixar o applet Java e rodar.

O Yahoo também tem um interessante, porém não é realtime, mas tem um help bom e tutoriais para aprender sobre análise gráfica.

Agora, a Operação Consultoria (www.operacaoconsultoria.com.br) lançou uma ferramenta que funciona off line e por ser gratuita aos investidores não profissionais do mercado (ou seja, nós) onde podemos instalar nos computadores de nossas empresas sem estarmos ferindo políticas de uso de software não originais ou legalizados.

O mais interessante sobre essa ferramenta é a facilidade de uso e por usar a base de dados que já possuímos do Metastock (mesmo formato) não precisamos a nos adaptar a uma nova base de dados, basta direcionar para o diretório que já possuímos nossa base de dados.

Para quem preferir usar o Metastock que já está acostumado, pode usar o GRAPHER O.C. para atualizar a base de dados. Com apenas um clique em "atualizar", o GrpaherOC busca o arquivo de atualização diária no site da Bovespa e converte para o formato Metastock, sem a necessidade de rodar o "The Downloader.

Um tutorial em vídeo dá um belo Jumps Start para podermos iniciar o uso da ferramenta. Como sabem sou adepto do método KISS (Keep It Simple S...) e a ferramenta da Operação Consultoria oferece estudos gráficos básicos que atendem a necessidade de 95% ou mais dos investidores. Quem sabe essa ferramenta não evolui e permite de forma simples (ou seguindo o padrão de programação do Metastock) inserirmos nossas próprias fórmulas e assim termos um pouco mais de flexibilidade nas nossas análises e indicadores escolhidos.

Experimentem e deixem suas sugestões de melhoria, ou "bugs" encontrados nos comentários para que os programadores possam evoluir na ferramenta.

Acessem o link para baixar gratuitamente e começarem a usar. Podem passar o link para seus amigos e divulgarem a outros.
http://www.operacaoconsultoria.com.br/grapherOC.asp

Para assistir a uma demonstração: http://www.operacaoconsultoria.com.br/video_gratis.asp?id_video=1003

Exemplo de gráfico gerado:

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Simplificação de processos

Havia em um país distante uma tradição de se assar porcos para as festas populares do calendário deles, umas 3 festas no ano.
A atividade de assar os porcos, consistia em soltar vários porcos em uma floresta previamente demarcada, e atear fogo na floresta inteira.
Ao final do incêndio, os assadores iam recolher os porcos e temperá-los para servir.
Chegando um estrangeiro no país, foi recebido pelo presidente deste, e depois de ver o procedimento acontecer resolveu sugerir:
Porque vocês não pegam os porcos e colocam em fornos para assar, ao invés de queimar uma floresta inteira?
Ao que o presidente falou:
Não ouse falar isso em público .  Vai ser considerado um herege, um louco , vai ser  apedrejado e esquartejado.
O estrangeiro então ousou perguntar porque não era melhor simplificar.
O presidente respondeu:
Segundo os nossos economistas , isso seria um desastre total.
O dinheiro da cidade circula em torno do reflorestamento, pessoas trabalham nisso, outras pessoas vendem as mudas de plantas, outras treinam os porcos para ficarem parados diante de um incêndio contratamos pessoas para calcular o tempo de incendio, outras para avaliar a velocidade do vento , a previsão de chuva , enfim ...
Sua idéia simplista levaria a uma recessão sem precedentes, por isso é inconcebível economicamente.
Falou então ao visitante, com um ar de autoridade "quase americano":
No seu país não tem economistas?!?

(O Artigo Porcos assados original foi publicado em espanhol em Juicio a La Escuela Cirrigliano, Forcade Tllich - Editorial Humanitas Buenos Aires, 1976 , e circulou entre os alunos do curso de pós-graduação da Universidade de Piracicaba em 1981. A sutileza com que o autor satiriza um dos problemas de nossos tempos fez com que imediatamente o texto chamasse a atenção de alunos e professores, convertendo-se em tema de conversas e debates até hoje.)

domingo, 16 de novembro de 2008

Mini Contratos do Índice, cuidado!

Tenho recebido comentários de pessoas que tiveram ordens enviadas para a BM&F e receberam confirmação de execução da ordem (através do site da corretora), confirmaram a custódia do contrato comprado, mas na verdade a ordem havia sido cancelada pela BM&F (pelo menos é o que o atendimento da corretora informou).

Com isso, o trader achou que estava dentro do trade quando não estava. Isso é até "aceitável" quando o trader não perde e não ganha dinheiro.

Mas, ouvi casos onde o trader quis encerrar uma posição vendida, pois o mercado deu sinais de virada para alta, e o mini contrato do índice não foi comprado (zerando posição) como indicado pelo site da corretora. E isso causou problemas para o trader uma vez que o trade que ele havia iniciado não foi encerrado na hora correta e se tornou um trade perdedor.

Caso isso aconteça com você, guarde toda a documentação referente às ordens enviadas, confirmações de envio (por email), impressão da tela do site da corretora (print screen) mostrando o saldo e a custódia, e reclame com todos que puder. Ligue no atendimento da corretora, ligue para a BM&F e fale com o onbudsman, envie email para BM&F, para a CVM, para o ministro da fazenda, para o Ben Bernake, para o Alan Greenspan, etc.

Será bem difícil reverter o prejuízo. 

Dizem que isso é um problema do sistema da BM&F e que com a Bovespa é diferente e não ocorre isso. Vejo muitas reclamações sobre isso, mas quase nenhuma onde a Bovespa seja envolvida (com compra de ações e opções).

Acho que vale a pena iniciarmos um movimento de solicitar a modernização dos sistemas da BM&F para evitar que erros básicos como esse parem de ocorrer.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Média Móvel Adaptativa - Perry Kaufman

Perry Kaufman introduziu um conceito inovador no âmbito da análise técnica, mais especificamente em relação às médias móveis. Ele imaginou uma forma de gerar uma MM que oscilasse entre uma MM curta, para quando os preços estão em franca tendência, e uma MM longa para os períodos mais congestionados visando reduzir o número de sinais falsos nos momentos de “vai-e-vem” (whipsaw) dos preços. Assim quando existir tendência a MM caminhará mais próxima aos preços, afastando-se quando o movimento fica mais lateral. Essas médias móveis devem ser do tipo exponencial.

Para isso ele imaginou uma forma de medir o nível de “ruído” (volatilidade) no mercado. Ele criou o que ele chamou de “razão de eficiência” do mercado (REF), combinando dois conceitos: o de velocidade e o de volatilidade.

A velocidade é definida como a o valor absoluto da diferença entre o fechamento atual e o fechamento “n” períodos atrás (Kaufman sugere n=10):

Vel = ABS(Chj – Cn)

Onde Chj=fechamento atual e Cn=fechamento “n” períodos trás.

A volatilidade é definida como sendo a somatória do valor absoluto das diferenças entre fechamentos consecutivos desde o atual até “n” períodos atrás:

Volat = SUM(ABS(Cn - Cn-1)+ABS(Cn-1 – Cn-2)....)

Assim a razão de eficiência é definida como a divisão da velocidade pela volatilidade:

REF = Vel / Volat

Esse número oscila entre 0 (ruído predomina no período) e 1 (não há ruído só movimento). A razão de eficiência é um excelente filtro que pode ser utilizado numa faixa de diferentes velocidades, para gerar um conjunto de possíveis sinais de entrada no mercado.

O próximo passo para calcular uma Média Móvel Adaptável é variar o REF dentro de um intervalo entre duas médias móveis, uma curta e uma longa. Imaginemos uma média curta (2 períodos) e uma longa (30 períodos). Com isso temos dois fatores de suavização. Considerando como de costume nas MME temos:

FS=2 / (N+1)

Assim, para a média curta temos o fator FSC=2/3=0,66667 e para a longa FSL=2/31=0,06452. A diferença entre os dois fatores, que Kaufman usa em sua fórmula, é DFS = 0,60215.
Com isso ele cria um fator de suavização geral para a média adaptável que é dado pela expressão:

FSG = REF x DFS + FSL

Com os valores acima temos: FSG=REF x 0,60215 + 0,06452. Assim, quando a razão de eficiência for 1 FSG=0,66667 e quando for zero FSG=0,06452. Estes são exatamente os valores para as médias curta (2 períodos) e longa (30 períodos) respectivamente.

Kaufman recomenda usar o valor de FSG elevado ao quadrado para calcular a média móvel. Isso significaria a eliminação de qualquer trade quando o mercado estiver com uma eficiência (REF) muito baixa.

A fórmula para a média adaptável fica então assim:

AMA = AMA(anterior) + FSG2(Chj - AMA(anterior)), que é a fórmula tradicional da média móvel exponencial com a diferença de que o fator é variável com a volatilidade.

Como a sigla para Média Móvel Adaptável em português seria MMA, poderia causar confusão com Média Móvel Aritmética. Por isso fica melhor usar a sigla em inglês:

AMA – Adaptive Moving Average.

Tenho testado essa idéia e confesso que não notei tão grande diferença, mas acho possível melhorar no que diz respeito ao cálculo da razão de eficiência que me parece um pouco grosseiro, não o conceito implícito, este é mesmo muito bom.

Francisco.

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Nota do DMNE:
Tenho usado e tem mostrado pontos de entrada muito interessantes e com resultados muito positivos. Colocando a A.M.A. em conjunto com outros indicadores consegue-se excelentes trades no intraday (daytrade). Para gráficos de períodos mais longos (diários ou semanais) essa média também é poderosa, ainda mais nos dias turbulentos e cheios de volatilidade que vivemos.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dúvidas do Mini Índice (mini-contratos)

(Contribuição feita pelo nosso amigo e colega A.M., nickname Umporcento)

Algumas pessoas tem dúvida sobre o que acontece com os contratos de índice na data do vencimento.

Por se tratar de contrato futuro, tipo as opções, muita gente pensa que pode virar pó, ou coisa do tipo.

O que acontece se você dormir com posição aberta até o dia do vencimento do índice?
Você pode desmontar a posição, invertendo a operação que entrou .

Amanheceu comprado, vai vender. Amanheceu vendido, vai comprar.

Se você não fizer isso, ou se não aparecer negócio para a sua oferta?
Simplesmente ao final do pregão a posição é automaticamente desmontada pela BM&F, e o ajuste será feito em sua custódia ou saldo, conforme tiver lucro/perda referenciado ao valor do fechamento.

Certo, mas algums perguntam : Quem paga o meu lucro, se não executaram a minha ordem, ou se eu não coloquei ordem pra desmontar posição?
R.: A BM&F faz o ajuste pagando o lucro (ou cobrando o prejuízo), encerrando-as.

Entendam, para cada posição aberta, existem duas partes, um comprador e um vendedor. No dia (d-1) do vencimento, você vendeu o índice a 49K. Desta forma, ALGUÉM comprou o índice a 49K.
No dia do vencimento, estando o índice a 50K as posições são desmontadas.
O cara que comprou a 49K vai ter seu saldo ajustado em mil pontos positivos, estará lucrando. O cara que vendeu a 49K vai ter o saldo ajustado em mil pontos negativos.

O dinheiro troca de mãos. Na verdade a BM&F não paga. O investidor que estiver em prejuízo terá o ajuste feito a favor da BM&F e o investidor que estiver em lucro receberá da BM&F. O saldo da BM&F será zero, o dinheiro apenas trocou de mão entre os investidores intermediado pela BM&F.

AGRADECIMENTO ao Umporcento. VALEU!!!

LIMITES DE OSCILAÇÃO
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) não existe um Circuit Breaker, mas existe limites de oscilação, ou seja, os negócios não são interrompidos junto com o IBOV, mas apenas se os índices futuros atingirem os limites de oscilação (sistema independente do circuit breaker da Bovespa).

Para os contratos de Ibovespa futuro, por exemplo, o limite de oscilação é de 10% sobre o preço de ajuste do dia anterior.

sábado, 4 de outubro de 2008

Petrobrás, será que cai mais?

Pela AT, tendência de baixa.

Mas, essa ação tem muita especulação por conta de poços, volume de produção estoques americanos, preço do petróleo e dólar, opções, data do vencimento das opções, os grandes bancos alavancando operações com opções vendidas e compradas etc....

Mas, o gráfico tende a precificar tudo. A tendência clara é queda. O gráfico semanal mostra isso e acabou de tocar no topo do canal de baixa. Ou seja, deve cair mais um pouco.
O gráfico diário mostra os preços trabalhando abaixo das médias 9 e 21 indicando tendência de baixa. Tracei uma linha azul com minha previsão gráfica da média móvel (os preços devem trabalhar abaixo dela) e o canal de baixa também.
Tracei pontilhado a linha de tendência terciária (curtíssimo prazo) que é de baixa. Deve ficar abaixo dela também. Tirando os repiques pós aprovação, que traria risco para operar vendido, ela indica venda (aluguel e venda) ou trava de baixa com opções.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Médias móveis Simples e Exponenciais. Qual usar?

Sobre as EMA e SMA (exponencial e simples), elas tem a mesma função e a escolha de uma ou outra depende do gosto do trader.

(Eu prefiro as EMAs em relação às SMAs. Normalmente uso a EMA9 e EMA21, às vezes a EMA50. Em gráficos intraday uso período de 5 min e EMA9 e EMA21.)


Para quem não sabe, as siglas possíveis são:
EMA - exponencial moving average,
SMA - simple moving average,
MME - média móvel exponencial,
MMS - média móvel simples.

O número na sequência indica o período que a média móvel é considerada. Ex.: MME9 significa a média móvel exponencial calculada com 9 períodos, ou 9 valores de fechamento de cada período ou candle.

Coloque em seu gráfico uma e outra e veja a diferença que existe e qual se adapta melhor ao ativo ou ao período gráfico que está usando.

Com relação a day trade, usar uma média muito longa causa distorção. Por exemplo, usar uma média de 21 períodos no gráfico 5 min, você terá que esperar 21 candles de 5 min
(105 min) para poder ver o valor correto devido a gaps (ou saltos) que costumam ocorrer na abertura do pregão.

Nos gráficos diários e semanais isso já não é um problema. Mas, no intraday que precisamos de respostas rápidas para agir, uma média de 50 períodos no intraday fica complicado.

Veja como uma EMA 50 se comporta no gráfico 5min. Nada significa para ajudar na tomada de decisão
.




Veja agora a comparação da SMA e EMA 12 no gráfico 5 min. As duas são bem próximas. Veja que com o gap de um dia para o outro a EMA perde o sentido até que o período considerado tenha passado (12 candles no dia 30-set). Antes disso você pode notar que o valor da EMA (em torno de $37) nada representa ao novo valor que o mercado está atribuindo ao ativo (em torno de $39). O valor da EMA (ou SMA) representam o valor do ativo após os 12 candles e nesse gráfico encostaram nos preços.

Para que usar a média? Elas basicamente representam a tendência do ativo. Preços acima da média estão em tendência de alta. Abaixo da média em tendência de baixa.

Quer usar uma média bem longa para saber na semana como estão os preços, qual a tendência dos preços... é melhor olhar o gráfico diário do ativo com uma média 21 ou média 9
(ou as duas) e verificar a tendência dos preços durante a semana e no mês.




Todos os indicadores que colocamos a nosso favor nos gráficos devem ter seus parâmetros ajustados para melhor representar a interpretação que damos ao indicador. Muitas vezes os softwares de análise técnica tem parâmetros aleatórios que nada significam e precisam ser ajustados pelos traders. Se o trader falhar em fazer esse ajuste, pode estar colocando em risco suas operações.
Importante tentar entender o que significam os indicadores e quais parâmetros são usados. Se não entender a construção do indicador. Prefira usar outro que entenda.

Que Tipo de Média Utilizar?
(artigo publicado em site especializado)

A resposta para esta pergunta não é simples.

Em seu livro "Techical Analysis Explained" Martin Pring apresenta dados estatísticos que mostram uma maior efetividade das médias aritméticas sobre as exponenciais no mercado acionário americano entre 1968 e 1987. Os critérios utilizados para esse estudo estão além do escopo deste artigo.

Alexander Elder, em seus clássicos "Trading for a Living" e "Come Into My Trading Room" defende o uso preferencial de médias exponenciais. O principal argumento apresentado por Elder é que a média simples é muito sensível às variações do mercado, pois seu valor recebe uma influência dupla quando um novo dado chega: a inclusão do novo preço e o descarte do mais antigo.
Em uma média exponencial o efeito dos preços antigos permanece e vai desparecendo com o tempo, além disso o dado mais recente possui um peso maior, fazendo com que a média reflita de maneira mais adequada o humor atual do mercado.