terça-feira, 28 de outubro de 2008

Média Móvel Adaptativa - Perry Kaufman

Perry Kaufman introduziu um conceito inovador no âmbito da análise técnica, mais especificamente em relação às médias móveis. Ele imaginou uma forma de gerar uma MM que oscilasse entre uma MM curta, para quando os preços estão em franca tendência, e uma MM longa para os períodos mais congestionados visando reduzir o número de sinais falsos nos momentos de “vai-e-vem” (whipsaw) dos preços. Assim quando existir tendência a MM caminhará mais próxima aos preços, afastando-se quando o movimento fica mais lateral. Essas médias móveis devem ser do tipo exponencial.

Para isso ele imaginou uma forma de medir o nível de “ruído” (volatilidade) no mercado. Ele criou o que ele chamou de “razão de eficiência” do mercado (REF), combinando dois conceitos: o de velocidade e o de volatilidade.

A velocidade é definida como a o valor absoluto da diferença entre o fechamento atual e o fechamento “n” períodos atrás (Kaufman sugere n=10):

Vel = ABS(Chj – Cn)

Onde Chj=fechamento atual e Cn=fechamento “n” períodos trás.

A volatilidade é definida como sendo a somatória do valor absoluto das diferenças entre fechamentos consecutivos desde o atual até “n” períodos atrás:

Volat = SUM(ABS(Cn - Cn-1)+ABS(Cn-1 – Cn-2)....)

Assim a razão de eficiência é definida como a divisão da velocidade pela volatilidade:

REF = Vel / Volat

Esse número oscila entre 0 (ruído predomina no período) e 1 (não há ruído só movimento). A razão de eficiência é um excelente filtro que pode ser utilizado numa faixa de diferentes velocidades, para gerar um conjunto de possíveis sinais de entrada no mercado.

O próximo passo para calcular uma Média Móvel Adaptável é variar o REF dentro de um intervalo entre duas médias móveis, uma curta e uma longa. Imaginemos uma média curta (2 períodos) e uma longa (30 períodos). Com isso temos dois fatores de suavização. Considerando como de costume nas MME temos:

FS=2 / (N+1)

Assim, para a média curta temos o fator FSC=2/3=0,66667 e para a longa FSL=2/31=0,06452. A diferença entre os dois fatores, que Kaufman usa em sua fórmula, é DFS = 0,60215.
Com isso ele cria um fator de suavização geral para a média adaptável que é dado pela expressão:

FSG = REF x DFS + FSL

Com os valores acima temos: FSG=REF x 0,60215 + 0,06452. Assim, quando a razão de eficiência for 1 FSG=0,66667 e quando for zero FSG=0,06452. Estes são exatamente os valores para as médias curta (2 períodos) e longa (30 períodos) respectivamente.

Kaufman recomenda usar o valor de FSG elevado ao quadrado para calcular a média móvel. Isso significaria a eliminação de qualquer trade quando o mercado estiver com uma eficiência (REF) muito baixa.

A fórmula para a média adaptável fica então assim:

AMA = AMA(anterior) + FSG2(Chj - AMA(anterior)), que é a fórmula tradicional da média móvel exponencial com a diferença de que o fator é variável com a volatilidade.

Como a sigla para Média Móvel Adaptável em português seria MMA, poderia causar confusão com Média Móvel Aritmética. Por isso fica melhor usar a sigla em inglês:

AMA – Adaptive Moving Average.

Tenho testado essa idéia e confesso que não notei tão grande diferença, mas acho possível melhorar no que diz respeito ao cálculo da razão de eficiência que me parece um pouco grosseiro, não o conceito implícito, este é mesmo muito bom.

Francisco.

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Nota do DMNE:
Tenho usado e tem mostrado pontos de entrada muito interessantes e com resultados muito positivos. Colocando a A.M.A. em conjunto com outros indicadores consegue-se excelentes trades no intraday (daytrade). Para gráficos de períodos mais longos (diários ou semanais) essa média também é poderosa, ainda mais nos dias turbulentos e cheios de volatilidade que vivemos.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dúvidas do Mini Índice (mini-contratos)

(Contribuição feita pelo nosso amigo e colega A.M., nickname Umporcento)

Algumas pessoas tem dúvida sobre o que acontece com os contratos de índice na data do vencimento.

Por se tratar de contrato futuro, tipo as opções, muita gente pensa que pode virar pó, ou coisa do tipo.

O que acontece se você dormir com posição aberta até o dia do vencimento do índice?
Você pode desmontar a posição, invertendo a operação que entrou .

Amanheceu comprado, vai vender. Amanheceu vendido, vai comprar.

Se você não fizer isso, ou se não aparecer negócio para a sua oferta?
Simplesmente ao final do pregão a posição é automaticamente desmontada pela BM&F, e o ajuste será feito em sua custódia ou saldo, conforme tiver lucro/perda referenciado ao valor do fechamento.

Certo, mas algums perguntam : Quem paga o meu lucro, se não executaram a minha ordem, ou se eu não coloquei ordem pra desmontar posição?
R.: A BM&F faz o ajuste pagando o lucro (ou cobrando o prejuízo), encerrando-as.

Entendam, para cada posição aberta, existem duas partes, um comprador e um vendedor. No dia (d-1) do vencimento, você vendeu o índice a 49K. Desta forma, ALGUÉM comprou o índice a 49K.
No dia do vencimento, estando o índice a 50K as posições são desmontadas.
O cara que comprou a 49K vai ter seu saldo ajustado em mil pontos positivos, estará lucrando. O cara que vendeu a 49K vai ter o saldo ajustado em mil pontos negativos.

O dinheiro troca de mãos. Na verdade a BM&F não paga. O investidor que estiver em prejuízo terá o ajuste feito a favor da BM&F e o investidor que estiver em lucro receberá da BM&F. O saldo da BM&F será zero, o dinheiro apenas trocou de mão entre os investidores intermediado pela BM&F.

AGRADECIMENTO ao Umporcento. VALEU!!!

LIMITES DE OSCILAÇÃO
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) não existe um Circuit Breaker, mas existe limites de oscilação, ou seja, os negócios não são interrompidos junto com o IBOV, mas apenas se os índices futuros atingirem os limites de oscilação (sistema independente do circuit breaker da Bovespa).

Para os contratos de Ibovespa futuro, por exemplo, o limite de oscilação é de 10% sobre o preço de ajuste do dia anterior.

sábado, 4 de outubro de 2008

Petrobrás, será que cai mais?

Pela AT, tendência de baixa.

Mas, essa ação tem muita especulação por conta de poços, volume de produção estoques americanos, preço do petróleo e dólar, opções, data do vencimento das opções, os grandes bancos alavancando operações com opções vendidas e compradas etc....

Mas, o gráfico tende a precificar tudo. A tendência clara é queda. O gráfico semanal mostra isso e acabou de tocar no topo do canal de baixa. Ou seja, deve cair mais um pouco.
O gráfico diário mostra os preços trabalhando abaixo das médias 9 e 21 indicando tendência de baixa. Tracei uma linha azul com minha previsão gráfica da média móvel (os preços devem trabalhar abaixo dela) e o canal de baixa também.
Tracei pontilhado a linha de tendência terciária (curtíssimo prazo) que é de baixa. Deve ficar abaixo dela também. Tirando os repiques pós aprovação, que traria risco para operar vendido, ela indica venda (aluguel e venda) ou trava de baixa com opções.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Médias móveis Simples e Exponenciais. Qual usar?

Sobre as EMA e SMA (exponencial e simples), elas tem a mesma função e a escolha de uma ou outra depende do gosto do trader.

(Eu prefiro as EMAs em relação às SMAs. Normalmente uso a EMA9 e EMA21, às vezes a EMA50. Em gráficos intraday uso período de 5 min e EMA9 e EMA21.)


Para quem não sabe, as siglas possíveis são:
EMA - exponencial moving average,
SMA - simple moving average,
MME - média móvel exponencial,
MMS - média móvel simples.

O número na sequência indica o período que a média móvel é considerada. Ex.: MME9 significa a média móvel exponencial calculada com 9 períodos, ou 9 valores de fechamento de cada período ou candle.

Coloque em seu gráfico uma e outra e veja a diferença que existe e qual se adapta melhor ao ativo ou ao período gráfico que está usando.

Com relação a day trade, usar uma média muito longa causa distorção. Por exemplo, usar uma média de 21 períodos no gráfico 5 min, você terá que esperar 21 candles de 5 min
(105 min) para poder ver o valor correto devido a gaps (ou saltos) que costumam ocorrer na abertura do pregão.

Nos gráficos diários e semanais isso já não é um problema. Mas, no intraday que precisamos de respostas rápidas para agir, uma média de 50 períodos no intraday fica complicado.

Veja como uma EMA 50 se comporta no gráfico 5min. Nada significa para ajudar na tomada de decisão
.




Veja agora a comparação da SMA e EMA 12 no gráfico 5 min. As duas são bem próximas. Veja que com o gap de um dia para o outro a EMA perde o sentido até que o período considerado tenha passado (12 candles no dia 30-set). Antes disso você pode notar que o valor da EMA (em torno de $37) nada representa ao novo valor que o mercado está atribuindo ao ativo (em torno de $39). O valor da EMA (ou SMA) representam o valor do ativo após os 12 candles e nesse gráfico encostaram nos preços.

Para que usar a média? Elas basicamente representam a tendência do ativo. Preços acima da média estão em tendência de alta. Abaixo da média em tendência de baixa.

Quer usar uma média bem longa para saber na semana como estão os preços, qual a tendência dos preços... é melhor olhar o gráfico diário do ativo com uma média 21 ou média 9
(ou as duas) e verificar a tendência dos preços durante a semana e no mês.




Todos os indicadores que colocamos a nosso favor nos gráficos devem ter seus parâmetros ajustados para melhor representar a interpretação que damos ao indicador. Muitas vezes os softwares de análise técnica tem parâmetros aleatórios que nada significam e precisam ser ajustados pelos traders. Se o trader falhar em fazer esse ajuste, pode estar colocando em risco suas operações.
Importante tentar entender o que significam os indicadores e quais parâmetros são usados. Se não entender a construção do indicador. Prefira usar outro que entenda.

Que Tipo de Média Utilizar?
(artigo publicado em site especializado)

A resposta para esta pergunta não é simples.

Em seu livro "Techical Analysis Explained" Martin Pring apresenta dados estatísticos que mostram uma maior efetividade das médias aritméticas sobre as exponenciais no mercado acionário americano entre 1968 e 1987. Os critérios utilizados para esse estudo estão além do escopo deste artigo.

Alexander Elder, em seus clássicos "Trading for a Living" e "Come Into My Trading Room" defende o uso preferencial de médias exponenciais. O principal argumento apresentado por Elder é que a média simples é muito sensível às variações do mercado, pois seu valor recebe uma influência dupla quando um novo dado chega: a inclusão do novo preço e o descarte do mais antigo.
Em uma média exponencial o efeito dos preços antigos permanece e vai desparecendo com o tempo, além disso o dado mais recente possui um peso maior, fazendo com que a média reflita de maneira mais adequada o humor atual do mercado.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

CIRCUIT BREAKER acionado na Bovespa



A BM&FBovespa paralisou os negócios desta segunda-feira (29) depois da queda superior a 10% do Ibovespa, que chegou a 45.622 pontos. Isso coincidiu com a votação nos EUA que rejeitou a proposta de "salvamento" do sistema bancário de crédito. Vejam no gráfico anexado o período em que o índice IBOV ficou "parado" (por volta das 15h) e vejam também a correlação entre o IBOV e o DJI. Quando o DJI despencou, foi o momento que acionamos o Circuit Break na Bovespa.

A bolsa parou porque a BM&FBovespa utiliza uma ferramenta chamada Circuit Breaker, também usada em outros mercados no mundo, que entra em ação para amortecer movimentos bruscos, rebalanceando as ordens de compra e venda.

A BM&FBovespa define o instrumento como "proteção à volatilidade excessiva em momentos atípicos de mercado"

Quando os negócios atingem o limite de baixa de 10% em relação ao fechamento anterior, a bolsa interrompe o pregão por 30 minutos.
Após este período, caso os negócios estendam as perdas, chegando a uma desvalorização de 15% em relação ao pregão anterior, os negócios são interrompidos por uma hora
Tal fato ocorreu em 11 de setembro de 2001, quando o Circuit Breaker foi acionado e os negócios suspensos depois dos ataques terroristas nos EUA.

Na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) o sistema também é usado, porém com regras diferentes. Quando os negócios chegam a uma queda de 1.350 pontos em relação ao último pregão, antes das 14h00 (horário de Nova York), a negociação é suspensa por uma hora. Se isso acontecer entre as 14h00 e 14h30 da tarde o pregão é interrompido por 30 minutos. Depois deste horário a Bolsa não intervém.

Quando as perdas se acumulam para o patamar de 2.700 pontos, antes das 13h00, o pregão é interrompido por duas horas, por uma hora entre 13h00 e 14h00 e pelo restante do dia se o nível for atingido após as 14h00. Se mesmo depois das interrupções o mercado seguir em queda e atingir uma desvalorização de 4.050 pontos, o pregão é interrompido por todo o dia, independentemente do horário em que isso ocorrer.

LIMITES DE OSCILAÇÃO
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) o sistema é diferente, já que não existe um Circuit Breaker, mas limites de oscilação, ou seja, os negócios não são interrompidos.

Para os contratos de Ibovespa futuro, por exemplo, o limite de oscilação é de 8% (verificar no site da BM&F, atualmente está em 10% e pode ser modificado) sobre o preço de ajuste do dia anterior do vencimento. (Aqui inclui-se os mini-contratos também.)

Nos negócios de dólar comercial, o limite é de no máximo ou mínimo 5% para o 1º vencimento em aberto.
fonte:

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sadia, essa queda de -35% não era prevista, mas...

Ninguém poderia imaginar que a SADIA (SDIA4) iria encerrar uma operação cambial com prejuízo de $700mi. Isso que não estava computado no balanço como prejuízo, causou uma fuga dos investidores vendendo os ativos a qualquer preço e derrubando mais de 30% o valor das ações. Não acredito que os fundamentos da empresa mudem, fica apenas um prejuízo registrado, mas as vendas continuarão, lançamento de novos produtos, volume fabricado, etc. Talvez por causa do câmbio estar desvalorizando o real, e a economia desacelerando, as exportações podem recuar mas o câmbio pode compensar a diminuição de vendas externas.

MAS, olhando os gráficos da SDIA4, o que vemos?

(retirei o candle de 26-set para não distorecer o gráfico)
Até ontem olhando o gráfico semanal, temos um OCO meio torto que foi rompido. Um objetivo desse seria a faixa entre $6.50 e $7.50 onde pode achar algum suporte. Após o rompimento, fez um martelo (de Thor) de grande amplitude indicando uma possível reversão na semana seguinte, o que não ocorreu, e na última semana um candle horroroso de baixa invalidando qualquer possibilidade de alta. As medias EMA9 e EMA21 estavam cruzadas para baixo indicando tendência de baixa (simples assim identificar a tendência). E o OBV indicando baixa, não havia divergência.
Já no gráfico diário, tracei uma longa linha de tendência primária de alta, que foi rompida junto com o OCO. As EMA9 e EMA 21 já estavam cruzadas para baixo desde o segundo ombro do OCO, e nesse mesmo ombro tivemos um topo duplo mostrando a resistência que tem nesse ponto.
No gráfico com zoom diario, vemos o canal de tendência terciaria de baixa que Sadia está trabalhando. Apesar de estar na base do canal, o canlde não era de reversão, não havia divergências e o volume estava aumentando junto com a queda. Isso é sinal de continuação.
Sorry para os comprados!

Façam esse exercício de imprimir o gráfico (no papel ou eletronicamente para economizar tinta da printer) anotando um texto com os motivos que levaram a comprar ou vender.

Anote também os pontos de stop loss e gain para sair.

Após encerrar o trade, verifique os acertos e erros, e ajuste a estratégia. Coloque aqui nos comentários para discutirmos erros/acertos.

Todos cometemos erros. Importante é aprender com o dos outros mais do que com o próprio dinheiro.

Comprar a esmo e colocar stop loss, não é estratégia não!

Nesse caso da Sadia, não tinha stop loss possível de segurar. Foi perda na certa! Quem viu, consegui sair nos -25% quem estava posicionado olhando o grafico semanal, verá nesse final de semana que perdeu mais de 30% apenas hoje.

Ficará a duvida de todos os comprados. Cai mais? Devo vender? Dará um repique para eu sair com dignidade com -20%?

Os de fora estão pensando... vou entrar no repique!

E se esse repique não vier? Melhor assistir e buscar outro papel. Vamos estudar os fundamentos das empresas. Hora de vasculhar os balancetes dos ativos que temos em carteira para ter certeza que não estão corrompidos de alguma forma.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

COMO IDENTIFICAR A TENDÊNCIAS DOS PREÇOS

A partir dos gráficos, podemos tirar muitas informações que nos auxiliarão a definir estratégias de investimentos. Em primeiro lugar, precisamos saber qual a tendência que o ativo (ação) está. Ou seja, precisamos saber se os preços estão em tendência de alta, de baixa ou sem tendência definida.

Existem apenas 3 tendências: de alta, de baixa ou de lado (sem tendência definida).

É bem simples definir (ou descobrir) a tendência do papel. Basta observar os fundos e os topos. Se tivermos fundos e topos ascendentes, temos uma tendência de alta. Se tivermos fundos e topos descendentes, temos um tendência de baixa. Para facilitar a visualização usamos uma reta para unir os topos e outra reta para unir os fundos. Com as duas retas traçadas definimos um canal de tendência, e consideramos que os preços irão oscilar dentro desse canal e nossa estratégia deve ser compatível com a tendência do ativo que iremos negociar.



Podemos ver no gráfico semanal da Bematech (BEMA3), figura acima, um canal de baixa que durou até março de 2008 e em seguida um canal de alta de abril até junho de 2008.

Procure em outros gráficos identificar por conta própria canais de alta e canais de baixa. É um excelente exercício. Faça em gráfico de ativos que já fez trades e verifique se entrou e saiu em local apropriado.



Nesse exemplo com o gráfico semanal da Souza Cruz ON (CRUZ3), após uma tendência de alta o ativo entrou num canal sem tendência definida. Dizemos que está andando de lado.