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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Bolsa de valores faz parte da humanidade

Conversando com um trader experiente e com alto grau de sucesso (não significa que acerta todas, mas faz uma excelente leitura do mercado e protege seu capital com o controle de risco planejado e muita disciplina) ele me relatou o caso de um colega seu que não é trader, mas a mente dele (e de muitos outros) acabam convergindo para o que fazemos nas bolsas de valores (e de mercadorias e futuros).

A pessoa começou a vender produtos por um site de venda pela internet (Mercado Livre). Após sucessivas vendas de um mesmo produto, percebeu que o valor que gastava em comissões ao site de vendas era alto e poderia encontrar uma forma para diminuir o valor pago.

Nesse momento ele percebeu que o item colocado a venda tinha alta procura e valia a pena continuar vendendo e lucrando. Diríamos que o mercado estava bull para o produto em questão. O site de vendas era a "bolsa de mercadorias" que ele estava usando.

Mas, como seria possível diminuir o valor das comissões pagas?

Bem, o comerciante pagava um porcentual do valor da venda como comissão. Se ele conseguisse vender o produto por um valor menor, a comissão seria menor. Como existiam diversos interessados em seu produto, nada melhor que ter a certeza da venda antes de comprar o produto para revendê-lo. Para tanto ele pensou em criar uma fila de interessados na compra.

Nesse exato momento ele criou o mercado futuro dentro do site de vendas.

Como conseguiu isso? (você deve estar perguntando)

Simples, o vendedor começou a anunciar o direito de ficar na fila para seu produto e esse direito custava R$1,00

Esse negócio garantia a venda do produto pelo valor pré-determinado e seria atendido na sequência da fila. A comissão paga ao site de vendas era relativa ao negócio de R$1,00 e isso fazia com que ele pagasse o valor mínimo de comissões ao site de vendas.

SIM, se não percebeu ele começou a vender opções de compra para seu produto, mas sem prazo de validade.
SIM, ele criou uma demanda para seu produto e garantiu que ele atenderia essa demanda sem concorrência.
SIM, ele está fazendo isso já faz mas de 6 meses com sucesso.

Ou seja, mesmo que a pessoa não seja do ramo financeiro, não conheça o mercado de capitais, não conheça os produtos existentes no mercado de futuros, isso é parte do ser humano, da vontade de progredir e evoluir, e da capacidade criativa e inovadora dos seres humanos.


quinta-feira, 31 de julho de 2008

Resumo – palestra Alexander Elder – São Paulo, 29/07/2008

Palestra Alexander Elder
– Resumo –
São Paulo, 29/07/2008

(anotações por Renato M. Prado)


Negociar é a arte de fazer coisas “anti-naturais”. Tem que fazer diferente do que os outros (a multidão) fazem.

Há uma diferença conceitual (e monetária) entre preço e valor.
Preço é o que a cotação de mercado indica.
Valor é muito difícil de medir.
A diferença entre eles é o que se ganha (ou perde) no mercado.
Comprar quando o preço está abaixo do valor, e vice-versa.

Análise Fundamentalista é muito lenta. Usa apenas para referência de setor.
Por exemplo: áreas promissoras, como energia, biotecnologia, nanotecnologia, servem como direcionadores para as escolhas. Mas não como tomada de decisão.

Indicadores usados por ele:
1) Médias Móveis, com envelope (bandas fixas, não Bollinger). Acredita que Bandas de Bollinger servem pra operar opção. Mercado à vista prefere usar envelope;
2) H-MACD – mede a força entre touros e ursos;
3) Force Index (indicador aperfeiçoado por ele).

Usar diferentes prazos na operação. Varia de pessoa pra pessoa. Os que ele usa (método Triple Screen):
1) Semanal (define estratégia) – identifica a tendência;
2) Diário (define tática) – identifica o ponto de entrada.

Ajusta os stops pelo gráfico diário e o target no semanal.

Gosta do que ele chama de “falling angels” (anjos caídos). Na minha opinião (Renato), são o mesmo que “micos”. Ou seja, ações que já perderam algum dia 90% (mais ou menos) do valor máximo. Ele está comprado em NETC (ADR) por causa disso (entre outras coisas).

Stops são essenciais.
Decidir os stops ANTES de comprar (ou vender).
Não colocar stops em pontos óbvios, para evitar o “papa-stop” (interpretação minha).
Calcular o ponto ideal do stop é muito difícil.
Recompensa menor que 3 para 1 não vale a pena (ganho esperado maior que 3 vezes a perda-limite).

Gerenciamento de Capital
Nunca arriscar mais que 2% do capital (patrimônio) numa única operação.
Nunca arriscar mais que 6% do capital na posição em aberto (todas as operações).

Largura do canal: 2,7 vezes o desvio-padrão.

Não usa Fibonacci. Acha que é superstição...

O material da apresentação (PowerPoint) pode ser solicitado por quem foi à palestra (?), gratuitamente, pelo endereço: info@elder.com

Além das anotações acima, praticamente a apresentação se baseou nas idéias do livro “Aprenda a Operar no Mercado de Ações” (Come Into My Trading Room) [do próprio palestrante].
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Agradecimentos pela dedicação ao nosso colega: Renato M. Prado (HouseMD).

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Bollinger Bands: 15 regras básicas

Existem várias formas de usar as bandas de Bollinger, abaixo algumas regras que servem como um ótimo ponto de partida.

1. As bandas de Bollinger fornecem uma definição relativa de ALTO e BAIXO.

2. Essa definição relativa pode ser usada para comparar ação do preço e indicador para chegar a uma decisão rigorosa de COMPRA e VENDA.

3. Indicadores apropriados podem ser derivados de momentum, volume, sentimento, posições abertas (não disponivel no brasil), dados-intra mercado, etc

4. Volatilidade e tendência já foram empregadas na construção das bandas de Bollinger, portanto o seu uso para confirmação da ação dos preços não é recomendada.

5. Os indicadores usados para confirmação não devem ser diretamente relacionados um ao outro. Dois indicadores da mesma categoria não aumentam a confirmação. Evite colinearidade.

6. As Bandas de Bollinger pode também ser usadas para esclarecer padrões de preços tipo "M" (ou topo duplo), e "W" (fundo duplo), mudança do momentum, etc

7. Preços podem, e irão, sair acima da banda superior e abaixo da banda inferior.

8. Preços que fecham fora das bandas (superior ou inferior) podem ser sinais de continuação, não sinais de reversão - como demonstrado pelo uso das bandas de Bollinger em alguns bem sucedidos sistemas de volatility-breakout (quebra de volatilidade).

9. O parâmetro default de 20 períodos para a média móvel e cálculo de desvio padrão, e 2 desvios padrão para a largura de banda são apenas isso, defaults. Os parâmetros necessários para qualquer mercado (ou tarefa) podem ser diferentes [e devem ser ajustados pelos operadores].

10. A média empregada não deve ser a melhor para os cruzamentos. Ao contrário, deve ser uma descrição do ponto médio da tendência.

11. Se a média é esticada, o número de desvios padrão deve ser aumentados simultaneamente. De 2 (em 20 períodos) para 2.1 (em 50 períodos). Da mesma forma, se a média é diminuída o número de desvios padrão deve ser reduzido. De 2 (em 20 períodos) para 1.9 (em 10 períodos).

12. As bandas de Bollinger são fundamentadas sobre a média móvel simples. Isso por que as médias móveis simples são usadas no cálculo do desvio padrão e devemos ser logicamente consistentes.

13. Tenha cuidado sobre fazer considerações estatísticas baseadas no uso do cálculo do desvio padrão na construção das bandas. O tamanho da amostra na maioria dos usos da banda de Bollinger é muito pequeno para significado estatístico e as distribuições são raramente distribuições normais (curva BELL, ou sino, ou gaussiana).

14. Indicadores podem ser normalizados com %b, eliminando limites fixos no processo.

15. Finalmente, marcadores das bandas são apenas isso, marcadores e não sinais. Um marcador para a banda superior NÃO é, nele propriamente, um sinal de venda. O marcador inferior NÃO é, ele propriamente,um sinal de compra.

(tradução livre por DMNE)

ref.: http://www.bollingerbands.com/