segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Topo, será?

Analisando os gráficos diarios do Índice BOVESPA, da Petrobras (PETR4) e da Vale (VALE5) verificamos algo semelhante. É claro que isso é esperado uma vez que a Vale e Petro representam o principal volume negociado e tem maior representação na formação do índice.

VALE5 – atingiu o valor de R$34 no intraday, que é uma resistência que pode ser vista no gráfico. Desde maio/junho de 2009 não foi quebrada, e parece que não será hoje. Talvez no final da semana ou na semana seguinte, mas não acredito que 3a-feira 25-Ago seja rompida essa resistência. Deixou um candle de reversão (martelo) em cima da banda superior de bollinger. Tem tudo para cair.

vale5 diario

PETR4 – testou os $34 que se mostraram uma resistência após ser rompido em maio (onde chegou a testar os $35), mas não teve força e recuou. Desde junho é a primeira vez que chega nesse valor, e deixou um candle de reversão (engolfo de baixa) também sobre a bollinger superior.

petr4 diario

IBOVESPA – desde a retomada da alta pós crise 2008, foi a primeira vez que chegou aos 58k. Chegou com força, mas nesse ponto está na dúvida se rompe ou se realiza. Deixou um candle de reversão também como as outras duas analisadas, e tem tudo para cair.

ibov diarioNão acredito que será uma queda forte, mas alguma realização de lucros será feita pelos investidores e provavelmente trará tanto o índice como a VALE5 e PETR4 próxima a média móvel 21 onde poderemos tentar comprar novamente. Por enquanto a compra está prejudica, os preços parecem esticados e esse candle de reversão deixado é um sinal forte para ficar fora… e para quem está comprado ajustar o stop loss.

Quem gosta de opções, pode ser uma oportunidade de montar uma trava de baixa para fazer uma operação bem rápida.

MAS, apenas podemos ter certeza que o candle é de reversão se  amanhã (25-ago) tivermos uma queda.

Quem gosta de operar na venda  desses ativos (contra tendência)deve colocar uma proteção de Start Compra acima da máxima de hoje (24-ago).

Sem proteção… não se deve operar.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Gregas, fácil ou difícil de entender?

As chamadas "gregas" de uma opção são, tecnicamente, derivadas parciais do preço da opção em relação a uma ou mais variáveis que são fornecidas como entrada. Ou seja, dizem o que acontece com o preço da opção se as condições do mercado mudam.

Como qualquer cálculo financeiro, as gregas SUGEREM o que vai acontecer com o preço da opção. É claro que na prática o mercado pode comportar-se de maneira diferente. Quando o preço de uma opção no mercado foge do valor teoricamente previsto, quem leva a culpa é a volatilidade, daí o conceito de "volatilidade implícita" - a que faz teoria coincidir com mercado.

As fórmulas das gregas podem ser facilmente obtidas na Wikipedia, e são realmente muito complexas. Não seria nada prático calculá-las à mão.

DELTA: Diz quantos centavos o preço da opção vai subir, se o preço da ação subjacente subisse $1. Por exemplo, delta é igual a 0.7123. Ou seja, a opção sobe 71 centavos para cada $1 real de aumento em VALE5. 
Delta também varia com a variação dos preços,…:

GAMA: Indica quanto o DELTA iria variar, quando a ação subjacente subisse $1. Para o exemplo, gama = 0,0628. Ou seja, se VALE5 subisse de 32,06 para 33,06, o Delta já passaria a ser de 0.7751.
Matemáticamente falando, o delta é a derivada parcial do valor da opção em relação ao preço da ação, e o gama é a segunda derivada parcial das mesmas variáveis.

Fisicamente falando, o Delta é a velocidade da variação dos preços das opções e o Gama seria a aceleração dos preços das opções.

THETA: Indica quanto o valor da opção irá mudar pela passagem do tempo. O theta por exemplo é igual a -0.0621/dia. O resultado é sempre negativo, pois na verdade o valor da opção é quase todo uma conseqüência do futuro incerto. Na medida que o tempo passa, o valor da opção vai caindo.
Quando a opção está há poucos dias de expirar, o THETA cresce muito depressa, em particular para opções fora do dinheiro (que vão virar pó). Quem quer comprar opções tem de ficar de olho no theta sempre.

Delta, gama e theta são as "gregas" mais importantes para avaliar investimentos simples em opções, pois indicam o potencial de valorização rápida (delta) e o desgaste pelo tempo (theta).
Das três, delta tem a maior importância teórica pois é o conceito central do cálculo de Black&Scholes: comprar "delta" ações e tomar um certo valor emprestado no banco gera o mesmo retorno que comprar opções, logo o valor dos dois é igual. No caso do mercado brasileiro, com as opções líquidas sempre muito perto do vencimento, o theta acaba sendo mais importante.

VEGA: mudança do preço da opção quando a volatilidade subir 1%. Menos útil porque a volatilidade teórica acaba sendo sempre substituída pela volatilidade implícita, fazendo o preço da ação bater com o mercado, o que nos permite obter deltas, gamas e thetas mais consistentes.

RHO: mudança de preço da opção quando a taxa de juros muda 1%. Atualmente menos útil pois as taxas de juros não mudam muito, nem muito rápidamente, e o curto prazo das opções no Brasil deprime muito o efeito dos juros no seu preço.

Para quem quiser um calculadora das gregas, pode encontrar no link. Fácil de usar.

http://www.blobek.com/black-scholes.html

terça-feira, 21 de julho de 2009

Não sei o autor…

Desconheço o autor da foto, mas que está boa isso é indiscutível!

Ben

Vale a pena ver de novo:

Vejam algumas frases tiradas do livro: Swift Trades de Charles Kim (acredito que a maioria seja conhecida, mas vale a pena relembrar)

  • USE STOP LOSS
  • Nunca adicione em uma posicao perdedora
  • Nunca cacele uma ordem de stop loss
  • Se o mercado nao faz o que voce planejou, saia da posicao tomada
  • Coloque sua ordem de STOP quando fizer seu trade (compra), não deixe para depois.
  • É mais facil entrar em um trade do que sair
  • Perdas- não lucros - tornam o trader estudioso
  • Sempre se discipline a seguir um conjunto de regras (setups)
  • Nao deixe um grande trade vitorioso se tornar perdedor. Saia do trade (stop loss) se ele mover em direção contrária e consumir 20% do lucro realizado.
  • Não entre em um trade apenas por estar ansioso esperando o momento certo
  • Lembre que um mercado de URSO irá tirar em 1 mes o que o mercado TOURO demorou 3 meses para construir.
  • Use STOP LOSS
  • Não entrar é uma opcao.
  • Aceite falhas como um passo em direção a SUCESSO
  • Quando o barco comeca afundar, não reze... pule fora!!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Você está disposto a ganhar ou perder?

No link abaixo pode-se encontrar na Wikipedia a teoria (Prospect Theory) em inglês.

http://en.wikipedia.org/wiki/Prospect_theory

Essa teoria descreve decisões entre alternativas que envolvem riscos. Sim, alternativas com finais incertos, onde probabilidades são conhecidas. O modelo é descritivo: tenta modelar escolhas da vida real mais do que decisões optmizadas.

Quando pesquisado em um grupo de pessoas (você pode testar em sua família, sua classe de faculdade/pós equipe de trabalho) qual a preferência de aceitação de risco, risco de ganho ou risco de perda. Conduza a pesquisa sem permitir que hajam conversas entre os pesquisados (pode até fazer separadamente e juntar os resultados depois), e verifique se os resultados se enquadram no que tentarei descrever.

Essa teoria explica porque a mesma pessoa compra um seguro para proteger um bem valioso, mas não compra um bilhete de loteira.

Considere 4 alternativas:

1) Perder R$ 1.500,00 com 100% de certeza para ter uma probabilidade de 1% de proteger uma perda de R$ 50.000,00
(seguro de automóvel)

2) Perder R$ 1.500,00 com 100% de certeza para ter uma probabilidade de 1% de ter um ganho de R$ 50.000,00
(vários bilhetes de loteria para aumentar as chances para 1%)

3) Perder R$ 1.500,00 com 30% de certeza para ter um probabilidade de 70% de ter um ganho de R$ 4.000,00
(investimento em ações com stop loss)

4) Ganhar R$ 1.500,00 com 100% de certeza e não ter perdas.
(investimento em renda variável)

Pelo resultado da pesquisa você poderá perceber que as pessoas (não treinadas) estão mais dispostas a pagar um valor quando as probabilidades são baixas (no caso de um seguro de automóveis e de um bilhete de loteria), mas não aceitam perder o mesmo valor quando as probabilidade são mais elevadas, mesmo que isso possa trazer um retorno financeiro maior.

Essa aversão ao risco mostra porque muitos se expoem ao risco com probabilidades baixas mesmo sabendo que estão pagando para se expor ao risco (seguro e loteria), mas não se expoem ao risco de ter lucro investindo em renda variável.

Ou seja, não adianta sonharmos com um mundo onde todos estarão investindo no mercado de renda variável (bolsa de valores, bolsa de mercadorias e futuros, etc) pois psicologicamente as pessoas não gostam de se expor ao risco do ganho, preferem se expor ao risco de não perder.

Eu fico no primeiro grupo onde me arrisco a ganhar, mesmo tendo algumas perdas pelo caminho. Para isso serve o STOP LOSS e outros mecanismos de controle de risco, mas deixo favorável o risco do lucro.

Bons trades a todos!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Aversão ao risco de ganho vs. Aversão ao risco de perda

Um experimento esclarecedor:
Kahneman e Tversky afirmam que os investidores agem de forma diferente quando estão expostos a lucros e a perdas, sendo muito mais avessos a retornos negativos do que propensos a rendimentos positivos da mesma magnitude.
Em seu experimento clássico, os psicólogos apresentaram dois esquemas, sendo que os entrevistados deveriam escolher entre uma das duas possibilidades em cada um dos esquemas:

  • Esquema 1: um ganho de $ 3.000 com 100% de certeza ou 80% de probabilidade de um retorno positivo de $ 4.000.
  • Esquema 2: uma perda de $ 3.000 com 100% de certeza ou 80% de chance de um prejuízo de $ 4.000.

Resultados do experimento
No Esquema 1, a alternativa com certeza - ganho de $ 3.000 - foi preferida por 85% dos participantes do experimento. Embora a escolha mais frequente possua um retorno menor frente ao valor esperado da outra opção - $ 3.200 ($ 4.000 x 0,80) -, isto, por si, não representa uma das "anomalias" do mercado, pois apenas indica aversão ao risco.
Contudo, no Esquema 2, 92% dos entrevistados escolheram a opção com risco - ter um prejuízo de $ 4.000 com 80% de probabilidade -, refletindo a preferência por um caminho cujo valor esperado ($ -3.200) indicava uma perda maior. Ou seja, neste caso não há aversão ao risco.
Esclarecendo um pouco mais, as pessoas foram avessas ao risco quando expostas aos possíveis resultados positivos, e amantes do risco ao se depararem com uma situação de perda potencial. Daí se configura a anomalia.
Não há motivos racionais para ter preferências diferentes quando se trata de lucros ou prejuízos. Afinal, o prejuízo nada mais é do que um lucro negativo. (continua........)

(link para artigo completo: http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=703696&path=/investimentos/acoes/ )

Isso explica porque muitas vezes trades que foram para o lado errado são mantidos a duras custas ($$), o investidor provavelmente analisou de forma errada e se submeteu ao risco grande de perda ao invés de se submeter ao risco grande de lucro.
Se conseguirmos ter a mentalidade de se arrisca para ganhar ao invés de se arriscar para perder teremos muito mais chances no mercado. Inclusive com operações de opções.

Bons trades!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Venda Coberta Ativa e Passiva

Tem sempre coisa nova e termos novos aparecendo.

Aqui vai minha impressão sobre venda coberta ativa e passiva.

Eu diria que venda coberta ativa (VCA) é quando o trader faz o lançamaneto coberto (ATM ou ITM) acreditando que o ativo atingiu uma resistência e irá recuar, está querendo ver o mercado virar para baixo e o circo pegar fogo, e suas opções que estavam com prêmio GORDO virarem pó e embolsar um belo dinheiro.

Venda coberta passiva (VCP) eu me atreveria a dizer que é o trader que fez o lançamento de opções OTM acreditando que o movimento de alta não chegará no seu preço de exercício virando pó e embolsando um lucro menor que o trader que fez VCA.